MAGISTÉRIO - ISABEL DE ESPANHA/ PLURIDISCIPLINARIDADE - FAETA/ PEDAGOGIA - UFRGS/ PÓS EM ARTE EDUCAÇÃO-UNIASSELVI
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quinta-feira, 20 de março de 2008
sábado, 17 de novembro de 2007
Currículo, Didática e Projeto Político Pedagógico
Por currículo, entendo um conjunto básico de saberes, compreendidos como fundamentais para que, ao serem repassados aos educandos, possam auxiliá-los na construção de seus conhecimentos. Mas que não é só isto. É também o que está à volta do mesmo, como os funcionários, os professores, a escola, tudo o que compõem o conjunto de suas relações enquanto estudante, dentro do âmbito escolar, como, por exemplo, as vivências que cada um carrega. É uma ordenação que tem por objetivo a organização do sujeito enquanto cidadão em contínua troca de saberes no seu coletivo.
Didática, por outro lado, são as maneiras, as formas, os processos que o educador utiliza para guiar, monitorar ou auxiliar o educando, para que o mesmo possa atingir os possíveis objetivos previamente definidos. Lógico que, para exercitar o seu fazer didático, o professor lança mão de determinados instrumentos. A reflexão sobre a utilização dos mesmos - e a sua criatividade - irão contar muito para que possa obter resultados positivos.
Currículo e didática necessitam de constantes avaliações para evitar o engessamento do fazer educacional.
Por Projeto Político Pedagógico entendo como sendo as diretrizes que orientam toda a vida da escola, escritos, colocados no papel, representando o pensamento do coletivo em relação a todos os passos possíveis de serem dados no espaço de aprendizado. O PPP ocupa-se do funcionamento da Secretaria ao Plano de aula. Da prática e da filosofia da escola.
Didática, por outro lado, são as maneiras, as formas, os processos que o educador utiliza para guiar, monitorar ou auxiliar o educando, para que o mesmo possa atingir os possíveis objetivos previamente definidos. Lógico que, para exercitar o seu fazer didático, o professor lança mão de determinados instrumentos. A reflexão sobre a utilização dos mesmos - e a sua criatividade - irão contar muito para que possa obter resultados positivos.
Currículo e didática necessitam de constantes avaliações para evitar o engessamento do fazer educacional.
Por Projeto Político Pedagógico entendo como sendo as diretrizes que orientam toda a vida da escola, escritos, colocados no papel, representando o pensamento do coletivo em relação a todos os passos possíveis de serem dados no espaço de aprendizado. O PPP ocupa-se do funcionamento da Secretaria ao Plano de aula. Da prática e da filosofia da escola.
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Caminhada e Prática Docente
CAMINHADA E PRÁTICA DOCENTE
Trabalhando em uma comunidade de periferia, pode-se perceber exatamente o que Paulo Freire e os autores dos textos lidos, Giroux, Sartori e Krahe expuseram. Propostas e análises que refazem a nossa leitura leitura diária.
Essa educação “bancária” referida é a que estamos acostumados a praticar, mesmo que não quiséssemos. Até refletimos sobre ela, mas não mudamos, enquanto sujeitos que repetem o que nos é imposto. Não realizamos e não achamos provável a função de professor pesquisador no nosso dia-a-dia, porque já nos habituamos com a idéia externa de que o nosso trabalho é “conduzir”, somos meros técnicos tratando de cumprir o que os “mestres da pedagogia” nos impõem que seja feito. Ações fora da realidade, porque os mesmos não estão ali dentro da sala de aula de periferia dando duro para compreender, junto com os alunos, o problema social que os envolve e como soluciona-lo, quando queremos que eles façam a reflexão de seus cotidianos.
Frustramo-nos, enquanto professores, ao vermos que as reformas educacionais falam no professor como se ele fosse algo estático, imutável, passivo, sem opinião, que sempre é enganado e desvalorizado.
Sonhamos, quando saímos do magistério, com um mundo encantado onde tudo será fácil, e usamos de criatividade como se estivéssemos abrindo um baú cheio de riquezas desconhecidas. Com o tempo, vamos descobrindo que aquele baú fica vazio cedo demais. Que não fazemos mais do que cumprir tarefas e nos amarguramos – o que acontece com a maioria dos professores. Cavocamos otimismo e alegria, na tentativa de humanizarmos o nosso trabalho, mas temos bem claro que os conservadores venceram, pois engoliram as forças progressistas e as paralisaram. Quando imaginávamos que algo iria acontecer na educação como um todo – e isto inclue o professor como um agente transformador, o impossível vira realidade. O que o conservadorismo não conseguia fazer devido a resistência das forças opostas, foi feito e superado pela esquerda, transformando o ensino numa mera relação burocrática servil ao capital especulativo, à classe dominante.
É tempo de fazermos resistência, de acreditarmos sempre numa educação que leve à reflexão-ação. Que os professores possam se transformar em pesquisadores do seu fazer educacional.
Tive algumas experiências gratificantes neste sentido, trabalhando com o Seja –Serviço de Educação de Jovens e Adultos. Nós professores saíamos, fora do horário das aulas, a fazer pesquisa nas ruas onde moravam os nossos alunos, sem que eles soubessem. Preparávamos em nossas reuniões questionários e saíamos em duplas para os diversos bairros onde eles se localizassem. Entrevistávamos igrejas, candomblés, evangélicos, bares, armazéns, associações de moradores, íamos às casas de alguns alunos. Enquanto um entrevistava o outro observava e anotava. Observava o entorno do entrevistado para anotar as possíveis contradições entre as falas e o que o nosso olhar via. Respeitávamos até o vocabulário do interlocutor. Fazíamos reuniões gerais posteriormente, para selecionar as falas mais significativas e devolvíamos para a comunidade em reunião geral na escola, junto com os alunos. Ali eles confirmavam, retiravam, transformavam ou acrescentavam às falas apresentadas. Com elas elaborávamos o nosso planejamento, através de um “Complexo Temático” que se interligava entre conceitos e princípios. Depois, em outra reunião, estabelecíamos um plano intuitivo, para desencadearmos novas falas, em razão do que era “Senso Comum”, para que pudéssemos “Planejar” em cima do contraditório, despertando o “Senso Crítico”. Se não conseguíamos atingir esta meta satisfatoriamente, no mínimo abríamos o debate em torno dos temas de suas realidades, pertinentes. Agíamos para provocar reflexões. O aluno se construía como praticante reflexivo. Infelizmente isto só servia e serve para o aluno. O professor não existe ainda neste ambiente. Esta visão progressista não contempla o professor, que silencia, que é passivo, que se desvaloriza, que é oprimido.
Trabalhando em uma comunidade de periferia, pode-se perceber exatamente o que Paulo Freire e os autores dos textos lidos, Giroux, Sartori e Krahe expuseram. Propostas e análises que refazem a nossa leitura leitura diária.
Essa educação “bancária” referida é a que estamos acostumados a praticar, mesmo que não quiséssemos. Até refletimos sobre ela, mas não mudamos, enquanto sujeitos que repetem o que nos é imposto. Não realizamos e não achamos provável a função de professor pesquisador no nosso dia-a-dia, porque já nos habituamos com a idéia externa de que o nosso trabalho é “conduzir”, somos meros técnicos tratando de cumprir o que os “mestres da pedagogia” nos impõem que seja feito. Ações fora da realidade, porque os mesmos não estão ali dentro da sala de aula de periferia dando duro para compreender, junto com os alunos, o problema social que os envolve e como soluciona-lo, quando queremos que eles façam a reflexão de seus cotidianos.
Frustramo-nos, enquanto professores, ao vermos que as reformas educacionais falam no professor como se ele fosse algo estático, imutável, passivo, sem opinião, que sempre é enganado e desvalorizado.
Sonhamos, quando saímos do magistério, com um mundo encantado onde tudo será fácil, e usamos de criatividade como se estivéssemos abrindo um baú cheio de riquezas desconhecidas. Com o tempo, vamos descobrindo que aquele baú fica vazio cedo demais. Que não fazemos mais do que cumprir tarefas e nos amarguramos – o que acontece com a maioria dos professores. Cavocamos otimismo e alegria, na tentativa de humanizarmos o nosso trabalho, mas temos bem claro que os conservadores venceram, pois engoliram as forças progressistas e as paralisaram. Quando imaginávamos que algo iria acontecer na educação como um todo – e isto inclue o professor como um agente transformador, o impossível vira realidade. O que o conservadorismo não conseguia fazer devido a resistência das forças opostas, foi feito e superado pela esquerda, transformando o ensino numa mera relação burocrática servil ao capital especulativo, à classe dominante.
É tempo de fazermos resistência, de acreditarmos sempre numa educação que leve à reflexão-ação. Que os professores possam se transformar em pesquisadores do seu fazer educacional.
Tive algumas experiências gratificantes neste sentido, trabalhando com o Seja –Serviço de Educação de Jovens e Adultos. Nós professores saíamos, fora do horário das aulas, a fazer pesquisa nas ruas onde moravam os nossos alunos, sem que eles soubessem. Preparávamos em nossas reuniões questionários e saíamos em duplas para os diversos bairros onde eles se localizassem. Entrevistávamos igrejas, candomblés, evangélicos, bares, armazéns, associações de moradores, íamos às casas de alguns alunos. Enquanto um entrevistava o outro observava e anotava. Observava o entorno do entrevistado para anotar as possíveis contradições entre as falas e o que o nosso olhar via. Respeitávamos até o vocabulário do interlocutor. Fazíamos reuniões gerais posteriormente, para selecionar as falas mais significativas e devolvíamos para a comunidade em reunião geral na escola, junto com os alunos. Ali eles confirmavam, retiravam, transformavam ou acrescentavam às falas apresentadas. Com elas elaborávamos o nosso planejamento, através de um “Complexo Temático” que se interligava entre conceitos e princípios. Depois, em outra reunião, estabelecíamos um plano intuitivo, para desencadearmos novas falas, em razão do que era “Senso Comum”, para que pudéssemos “Planejar” em cima do contraditório, despertando o “Senso Crítico”. Se não conseguíamos atingir esta meta satisfatoriamente, no mínimo abríamos o debate em torno dos temas de suas realidades, pertinentes. Agíamos para provocar reflexões. O aluno se construía como praticante reflexivo. Infelizmente isto só servia e serve para o aluno. O professor não existe ainda neste ambiente. Esta visão progressista não contempla o professor, que silencia, que é passivo, que se desvaloriza, que é oprimido.
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terça-feira, 15 de maio de 2007
O QUE PODE SER CURRÍCULO?
Será o exercício da participação social e política, o exercício de seus direitos e deveres, adotados no dia-a-dia? Serão atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito? Ou será, também, proporcionar o posicionamento de uma cidadania crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais? Ou, ainda, será currículo a utilização do diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas? Currículo pode ser isto e pode ser muito mais? Ou pode ser também este pensamento que te aflora neste momento, e que podes acrescentar neste espaço, contribuindo para que esta reflexão não se estagne, ao construirmos juntos este contínuo e aberto conceito de currículo, instigando e provocando a participação democrática? Sinta-se acolhido em meu pensamento. És "bienvenu" com suas diferenças. Assim poderei aprender contigo algo que desconheço. Trazes na tua alma uma parte do conhecimento do todo que existe. Sentir-me-ei acolhido naquilo que puderes me oferecer para minha evolução e aprendizado. Dá-me então, por favor, a tua opinião: o que pode ser currículo?
A FOTO ILUSTRATIVA MOSTRA UMA REUNIÃO QUE PARTICIPEI NA L'ÀGORA (CASA DA CIDADANIA DE NANTERRE, FRANÇA).
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