
MAGISTÉRIO - ISABEL DE ESPANHA/ PLURIDISCIPLINARIDADE - FAETA/ PEDAGOGIA - UFRGS/ PÓS EM ARTE EDUCAÇÃO-UNIASSELVI
domingo, 18 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009

Artur Cristovão Madruga Martins
José, um brasileiro que trabalhava na construção civil resolvera voltar a estudar. 20 anos e muita esperança pela frente. A namorada engravidara. Não havia como continuar a fugir da verdade. Deveria voltar a estudar, já que a mãe sempre lhe avisara que a única forma que tinha de transformar a vida era através do estudo. A não ser, claro, se ganhasse algum prêmio nas loterias oficiais. Impossível ficar preso a essa ilusão, o negócio mesmo era estudar.
Seu filho estava sendo gerado numa moça com quase 18 anos. José, era chamado de Zé por todos. Um apelido bem popular em seu país.
Zé jogava bola aos domingos no campinho que ficava no fim da rua, ao lado do arroio. Zé não gostava muito do que via, os sacos plásticos com lixo que a vizinhança jogava dentro da água. Os sacos se empilhavam à beira das encostas e, quando chovia, ele tinha que enfiar os pés na água contaminada que transbordava, para não desistir da sua pelada de fim de semana.
Nesses dias sentava com os amigos depois do jogo para tomar a sua cervejinha de fim de semana. Naquele boteco de madeira envelhecida, Zé discutia com a rapaziada a sapatada que o presidente americano havia levado até , o filho que vinha, a ameaça de desemprego, a inscrição que fizera para estudar no EJA da escola do bairro. Os amigos de bola tinham as mais diversas profissões. Eram motoboys, oficeboys, empacotadores, balconistas, flanelinhas Zé sabia que o seu trabalho era pesado e que ele estaria sempre arriscando o leite para a mamadeira do filho.
Certo dia Zé chegou em casa e viu que tinha um telegrama. A escola estava lhe chamando. Chegara a sua vez, a fila acabara. Foi à escola e fez a matrícula. Estudaria à noite.
Foi uma experiência muito importante para Zé. Na escola descobriu que aquilo que ele fazia lá fora, que ele discutia, que os problemas da comunidade, que a vida do bairro onde vivia, era importante para a escola. Zé participou de entrevista quando os professores apareceram em sua casa, de repente, para fazer várias perguntas sobre o que ele pensava a respeito de segurança no bairro, o acesso ao atendimento à saúde, o recolhimento de lixo, etc.. Os professores não se importaram com o seu barraco, disse aos amigos no outro domingo. “Pena que não avisaram que iriam aparecer que eu iria providenciar uma erva pra gente tomar um chimarrão, mas eles disseram que não poderiam avisar porque queriam ver como era mesmo a minha realidade, de verdade”.
Zé aprendeu a ver melhor as coisas, desde que com as coisas que os professores recolhiam de sua realidade começaram a ser discutidas na escola que ele estudava. Ele nunca imaginara que a escola estava tão diferente do que acontecia quando ele pequeno. Aprendeu que ouvindo os outros e falando sobre si estava trocando experiências. Ao trocar experiências e discutir sobre o resultado das pesquisas que os professores haviam feito, Zé foi ouvindo depoimentos que lhe fortalecia a vontade de agir na comunidade, de participar da associação de moradores do bairro, de ser mais solidário.
Em seguida ele participou do que os professores chamaram de intuição. Os professores haviam discutido os resultados dos debates que os alunos haviam feito sobre as pesquisas e elegeram um filme para poder ampliar as trocas e planejarem suas aulas. Zé ouvia e participava, curioso com o que seria o resultado das ações que procuravam integrá-lo.
Zé se construía diariamente estudando no EJA. Eram palestrantes que vinham esclarecer e formar a todos. Muito do que Zé imaginava como certeza permanente, descobrira ser provisória. De permanente mesmo ficavam as dúvidas. Seguidamente os professores convidavam Zé a expor suas idéias e conclusões sobre os assuntos que eram propostos em sala de aula, lá na frente. Para a turma toda. Não havia provas como antigamente e a avaliação era feita pela participação dele, pela sua contribuição às aulas e as trocas que ele fazia com os colegas. Zé descobriu, por exemplo, que muita coisa que ele achava certa, imutável, não tinha obrigatoriamente que ser daquele maneira. Que o que era senso comum, poderia, através da reflexão e pesquisa, do questionamento, fazer parte de um novo senso em sua vida, um senso que o qualificou como cidadão e que o fez tomar consciência das coisas à sua volta, da sua própria vida e de suas responsabilidades e direitos nessa nova sociedade que passara a vislumbrar. O seu novo senso tinha um importantíssimo nome, era transformador, construtor. Esse senso era o Senso Crítico.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA
No texto da Profa Luciane M. Corte Real, Transformações na Convivência Segundo Maturana, no item 3, Encontro com o emocionar do outro, conseguimos encontrar uma síntese que define o pensamento de Maturana. Diz o parágrafo: "Quando, numa conversação, muda a emoção, muda também o fluxo das coordenações de coordenações comportamentais consensuais e vice-versa. O entrelaçamento do linguajar com o emocionar se estabelece na convivência, adquirindo uma estabilidade que gera consensualidades. Podemos observar redes de conversação que configuram relações hierárquicas baseadas no medo. Outras, que configuram relações mais heterárquicas, baseadas no amor. Se levarmos isso ao cotidiano das relações entre educadores e educados, também podemos verificar que tais EMOÇÕES condicionam posições frente à aprendizagem, facilitando-a ou dificultando-a." No parágrafo seguinte é importante colher para a nossa afirmação, a seguinte frase: "As relações feitas no parágrafo anterior permitem concluir que o emocionar define a ação e também a transforma. Todo linguajar se apóia num suporte emocional que pode mudar com o curso das emoções." Quer dizer, para Maturana, a ação depende da emoção. Tem que existir uma motivação emocional para que se estabeleça a movimentação, a busca.
Erickson, de acordo com o texto de David Elkind intitulado As Oito Idades do Homem, segundo Erik Erikson, existem "oito estágios no ciclo de vida humana, em que cada um dos quais se torna uma nova dimensão de interação social, que quer dizer, uma nova dimensão na interação da pessoa consigo mesma e/ou com seu ambiente social." O texto apresenta, ao final, um trecho bem esclarecedor sobre a contribuição de Erickson à psicanálise. "Erikson sugere que existem crises emocionais que são exclusivas de cada estágioda vida, inclusive na meiaidade e na maturidade. Essa colocação, deixa livre o clínico para tratar os problemas emocionais dos adultos, como fracassos, pelo menos em parte, na solução das crises de personalidade genuinamente adultas e não, como até aqui, como meros resíduos de frustrações e conflitos infantis....essa idéia sobre crescimento da personalidade, tira dos ombros dos pais uma parte do ônus pelo desenvolvimento bem sucedido, além de levar em consideração o papel que a própria pessoa e a sociedade desempenham na formação do indivíduo."
Baseado nesses dois argumentos, de que a emoção gera por uma motivação leva a ação, segundo Maturana e que, diante da possibilidade de superação de crises emocionais exclusivos de cada estágio de desenvolvimento da vida, segundo Erikson, desenvolvi a história de Zé, Um Cidadão em Construção. A história mostra claramente os motivos para a transformação de vida que ocorre com Zé, que luta por uma vida diferente daquela que levava, ao ingressar novamente na escola, já adulto, diante da inesperada gravidez da namorada. Ele teria todos os resíduos de infância para ter partido para o mundo das drogas, do roubo e do crime, devido a sua vida de extrema carência financeira e afetiva. Zé fora criado sem pai, morava num barraco à beira de um arroio. Com a emoção gerada pela chegada do filho, buscou soluções, mesmo que a médio prazo, que o ajudaram a superar obstáculos e resolver problemas. Mais, Zé fortaleceu a sua capacidade de reconstrução interna, ao ingressar no EJA e, tendo a sua vivência trazida para a escola como importante para a mesma, a transformação do seu senso comum em senso crítico.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
RECICLAGEM NA ESCOLA CONSTRÓI CIDADANIA?
PROJETO DE APRENDIZAGEM
PERGUNTA INVESTIGATIVA:

A construçao da cidadania passa pelas ações que se diversificam e pelas responsabilidades que se afirmam nas trocas entre os vários segmentos da sociedade. É papel da escola buscar nesse contexto a reflexão cidadã? Um magnífico projeto de pesquisa para se buscar caminhos e apontar alternativas possíveis. Juntos podemos aproveitar a oportunidade para discutirmos essa importante questão da convivência urbana.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Abaixo os comentários sobre os mesmos:
O Blog de Antonio faz referência à Educação, música,aprendizagem, a greve, ao Projeto Político Pedagógico e as relações na escola, entre outras postagens. É bem diversificado. Com uma freqüência de duas postagens mensais, em média, apresenta clareza em relação às evidências do trabalho desenvolvido com a música. Pode-se exemplificar essa afirmação com a frase de Antônio, quando afirma: O Artigo sugere a necessidade de professores qualificados e sensíveis para alertar os pais... Recebeu comentários e usou recursos interessantes como o ppt e vídeos do You Tube. Muito bom Antônio.
